Por Bruno Fleming

Por Bruno Fleming

terça-feira, 29 de maio de 2012

Bigode de Leite, Folha de Hortelã - Vol 05

Bruno Fleming









DOWNLOAD VOLUME V: http://www.mediafire.com/?7d3suy7kv5wrnwb



      PARTE II – FOLHA DE HORTELÃ “Do primeiro amor de Totó e do fim da infância.”

***
 Assim1 é. Depois de só cair, cadê? Quiçá você.
Assim é. Depois de não caber chorar, caber você.
Assim é. Querer deitar, dormir, te ver, sonhar você.
Assim é e2 foi em meu mais alto vôo no balanço de pneu.
Sobre o muro da vizinha vi ali você: Valentina!
Tava frio, tava manso, branco junho de descanso.
Um belo tombo do balanço pega o braço e quebra o osso!
Quebrei o braço mas eu vi na altura do não ver, a menina ali descalça, vestidinho a correr!
Veio avô, veio tia, veio também quem eu queria, a priminha da vizinha: pequenina Valentina.
O teu nome em meu gesso: meu primeiro amor!
Teu olhar eu nunca esqueço.

(Totó): - Todas minhas dores viram flores!

Fruta doce, laranjeira de ensinar brincadeira.
Mais um riso, lindo dente e bigode de leite.

(Totó): - Me dê a mão pra eu te levar até minhas amigas e amigos, rodaremos em ciranda até a noite de domingo! Faço desaniversário, tenho algo a oferecer, tive meu melhor inverno e meu presente foi você.

Gira-gira3 até quebrar a ciranda e machucar os joelhos.
Gira-gira de passar merthiolate, e se pensar não arde.
Gira-gira só pra ficar do seu lado e segurar teus dedos.
Gira-gira de bagunçar o cabelo e reparar teu jeito.
Gira-gira segura forte a minha mão, não solte mais: te amo!
Gira-gira de zunzun, de zanzar, de zonzar zonzo.
Gira-gira de sem querer esbarrar, é quase lá, lábio.
Gira-gira de tropeçar na vontade e perguntar. Posso?
Gira-gira abro o olho e lá vem ela me abraçar: ímã.
Gira-gira de rodar sem parar de imaginar como
tudo4 ao meu redor fica leve quando teu beijo bom se atreve.
Uhhhhhhh! Eu e ela! Na piscina do quintal, na varanda, sob o pé de romã!


(A turma): - Adedanha, ahhhhhhh: tá contigo!
(Dona Chica): - Vem almoçar na mesa! Vai esfriar o feijão!
(Totó): - Já enchi meu pandu com bolacha, picolé de Itu e mini-saia!
(A turma): - Traz mais um Seu Dirceu sorveteiro.
(Dona Chica): - Depois de almoçar vê se não corre de jogar pedra em bicho que morde!
(A turma): - Ahhhhhhh: Marimbondo!
(Dona Chica): - Vá se trocar pra missa! E não enrole no banho!
(Totó): - Peraí, já já vou, espera o meu amor terminar de explicar onde que picou.
Uhhhhhhh, cotovelo!

continua...


sexta-feira, 25 de maio de 2012

Bigode de Leite, Semente de Romã - Vol 04

Bruno Fleming













...continuando...

Carta de Seu Sebastião da guerra:
“Aos12 queridos Totó e Dona Chica: Paz e amor!
No escuro da guerra, atingidos por um balão Americano vermelho, branco e azul...
Prisioneiro que sou, suportarei toda dor!
Tentarão me fazer falar, pois bem saberei me calar...
No calor dessa guerra, dentre tantos feridos soldadinhos magros, aqui vos fala mais um...
Mas apesar dos rumores, somos os vencedores!
Tentarão me fazer chorar, pois bem saberei me segurar.”

Assinado: Seu Sebastião.

      Vai13 balãozinho de São João, sobe e leve um beijo pra Sebastião!

(Totó): - Pai, volte logo da solidão, estamos como a fome está para o pão!
(Tio daqui): - Paizão se deus quiser voltará da guerra são e salvo a chorar a vitória!
(Tio de lá): - Sei não, trem que é bão não trás má notícia!
(A Empregada): - Atenção, acode a bandeira!

E o maquinista entrou na sala e leu a nota:

(O Maquinista): - Seu Sebastião bateu as botas!
(Totó): - Papai, não vá tão cedo, que medo... papai não vá tão cedo, que medo...

Esse é o samba mais triste.

(O Padre): - Capitão14, para te velar também vieram: Iáiá, Silas, Valdemar, Enos,
Bebé, Seu Zé Canarinho, Seu Quis, Seu Veludo. Veio Seu Dito do Leite, Ivo, Carminha,
Onofre & Amélia, Mulero & Nezica.
(Seu Veludo, o Pasteleiro): - Sagrada15 fé cura!
(Zé Canarinho, o Barbeiro): - Sagrada fé mostra!

Vai vivendo mãe sem marido e filho sem pai.
Vida simples, arroz com feijão.

(Seu Dirceu, o Sorveteiro): - Sagrada fé sempre!
(Seu Quis, o Inventor): - Sagrada fé forte!

Vai vivendo subindo a ladeira do cemitério, viuvinha. Flores na mão.

(Dona Chica): - Boa morte! Voa anjo!

Andar a pé, pedra!
Andar a pé, espinho!
Vai vivendo toda beleza dia-a-dia!
Molequinho, bola no pé!

(Dona Chica): - Boa sorte! Voa anjo!


***
Fim da primeira parte: Semente de Romã
continua...








quinta-feira, 17 de maio de 2012

Bigode de Leite, Semente de Romã - Vol 03

Bruno Fleming

...quando Sebastião é convocado pra guerra...


Bigode de Leite é uma ópera rock em formato de disco duplo. Este é o segundo álbum de Bruno Fleming que sai pelo selo da Lambe Lodo Records. O lançamento oficial ocorre no dia 09 de junho de 2012, e até lá disponibilizaremos todo o álbum para download aqui no blog, através de oito volumes, obedecendo a sequencia narrativa contida na letra (única) que atravessa as canções do álbum.
Segue o Volume 03. 















DOWNLOAD VOL 03: http://www.mediafire.com/?59jeoii697t8btg


...continuando...


nem8 imaginam que o ar já pesa.
Nem imaginam que os jornais já rezam os rumores das ruas, e os cochichos das velhas
anunciando que entraremos em guerra, pelo céu e pelo mar.
Pela janela Vô Geraldo assovia: é hora de voltar pra dentro de casa!

(Totó): - Ei pai, que guerra é essa? Ei mãe, que guerra é essa?

Nem imaginam que já há uma carta que vem convocar Seu Sebastião pra guerra!
E as crianças trancadas, e os poetas em fardas anunciando que o dia trará trevas e lágrimas;
 soldados janotas em polichinelo escorrendo o nariz, lutarão pelo país...

(Totó): - Bebé, que guerra é essa? Zé Canarinho, que guerra é essa? Ontem lá em casa na família tudo9 ia muito bem até surgir aquele cheiro de adeus distante...

Sem graça o palhaço cai, todo mundo cai de rir, mas ninguém sabe que é porque soltaram os leões!
Pássaro sem asa, bico fincado no chão, era Sebastião indo pra guerra...
Guerra de balões no céu!

(Seu Sebastião): - Preocupe não, já sou Capitão!
Perigo eu mato no grito ou não me chamo Sebastião!
(Tio daqui): - Quanto tempo ficará longe do menino e de Dona Chica? Me diga!
(Tio de lá): - E se não voltar? E se não voltar como fica a família?

Fruta sem água caiu do galho no chão, era Sebastião indo pra guerra...
Guerra de gigantes no céu!

(Seu Sebastião): - Preocupe não, voltarei em breve!
E o que será da morte se eu disser que não, não e não?

Homem sem casa, vida levada em vão, era Sebastião indo pra guerra.
Guerra de grandes poetas no céu!

(Seu Sebastião): - Para10 a batalha levarei meu chá e meus soldadinhos de chumbo que me consolam! Meu Parangolé me protegerá contra as balas dos americanos que nos incomodam! Ei Dona Chica, não vá se preocupar, sempre mandarei notícias da Gringolândia!

(Porteiro): - Abram alas, sacudam as bandeiras, aí vem a nossa tropa!

Dez balões remendados, nove soldadinhos magros, um capitão desarmado, super-heróis desastrados.
E toda a cidade lá atrás acenando!

(A Cidade): - Adeus! Adeus! Adeus...


continua...



segunda-feira, 14 de maio de 2012

Bigode de Leite, Semente de Romã - Volume 02

Bruno Fleming
Bigode de Leite é uma ópera rock em formato de disco duplo. Este é o segundo álbum de Bruno Fleming que sai pelo selo da Lambe Lodo Records. O lançamento oficial ocorre no dia 09 de junho de 2012, e até lá disponibilizaremos todo o álbum para download aqui no blog, através de oito volumes, obedecendo a sequencia narrativa contida na letra (única) que atravessa as canções do álbum.
Segue o Volume 02. Divirtam-se!







DOWNLOAD VOLUME 02: http://www.mediafire.com/?nr8rtliftd54eq0

...continuando...

Naquele4 tempo, o tempo é que esperava pela hora do menino de dizer.
Ele escolhe, ele é o rei!
Naquele tempo os anos se contavam pelas cores dos aromas que pairavam no ar.

(Totó): - Mamãe, papai! Já sei falar e ler um pouco!

Aquele tempo é agora quando eu relembro como era bom viver.
Tempo-mundo! Viver é melhor que sonhar, sonhar é melhor que viver.

(Totó): - Não sei olhar no relógio não, e meu velotrol é muito massa!
Tenho quatro anos e já sei comprar pão! Vô Geraldo me dá balas de brinde!

Correr sem pressa pra buscar o pão, porque o bom é o correr!
Demorar no banho pra virar herói!

(Totó): - Ninguém destrói o “menino-peixe”!

E viva o tempo amigo!

(Totó): - Se minha bola cai no quintal de Bebé, tenho muito medo de pedir de volta...
Bebé é bruxa!

Domingo à tarde, passeio de balão!

(Totó): - Zé Canarinho leve-me contigo para as nuvens de algodão!

Um segundo pra dizer:

(Totó): - Amo vocês!

E a vida inteira vai bem!
É devagar que eu vou lá visitar a mim mesmo e dizer: viva o tempo amigo!
Daquele mundo tiro o meu sustento, perco o medo e o receio de continuar
 meu trabalho de fazer eu menino crescer bem.
E5 pra crescer vamos lembrar Seu Veludo Pasteleiro
em canção de cantar saudade carimbada em meu peito.
E que canção é essa? Quanto tempo sem você...

(Totó): - Boa noite Seu Veludo! Hoje tem pastel de quê?

Depois6 de dez pastéis, nove caçulinhas, oito, sete, seis, cinco, quatro, três, dois puns...
Vamos para o parque passar mal no carrossel e no bate-bate de latão!
No parque do Seu Quis os brinquedos são de ferro-velho,
parafusos e chassis, rodas tortas, pinos e pregos...

(Totó): - Papai já virou Sargento e me leva em seu ombro, e mamãe pelas mãos, através do reino da sucata do Sr. Quis das ferrugens coloridas dentro do caos que ele organiza com seu lindo dom.

No parque do Seu Quis tudo é de ferro-velho.
Todas as crianças pedem bis com medo do Bêbado Amarelo.
O7 Bêbado Amarelo conta um bolo de dinheiro velho...

(Totó): - Me esconde dele!
(Seu Guarda): - Ladrão, se renda já!
Que pena que te viram fugindo e chorando, levante do chão!
Para o ar além, vai bem! Rastejante (tão sujo), me dê a mão!
Haverá mais alguém que te queira bem.
E estará em pé também!

Sol a pino e asa-delta voando sobre teu chapéu! Papagaio e rabiola no céu!
Ultra-leve lá de cima faz chuva branca de papel! Mas que beleza!
Um avião desenha lá, lindos riscos no teto do céu donde caem pingos e donde erguem bandeiras
cantando seus hinos: besouros, grilos e abelhas...

(Seu Guarda): - Para o ar além vai bem! Rastejante (tão sujo), me dê a mão!
Haverá mais alguém que te queira bem. E estará em pé também!


Em plena segunda-feira o Amarelo e a cerveja...


continua...

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Bigode de Leite, Semente de Romã - Volume 01

Bruno Fleming

Bigode de Leite é uma ópera rock em formato de disco duplo. Este é o segundo álbum de Bruno Fleming que sai pelo selo da Lambe Lodo Records. O lançamento oficial ocorre no dia 09 de junho de 2012, e até lá disponibilizaremos todo o álbum para download aqui no blog, através de oito volumes, obedecendo a sequencia narrativa contida na letra (única) que atravessa as canções do álbum.
Divirtam-se.














BIGODE DE LEITE

PARTE I – SEMENTE DE ROMÃ “Da primeira infância de Totó e das aventuras de Sebastião.”

***

Foi1 em dia de chuva. Dona Chica inda nem tinha rugas!
Meio-dia dourado. Seu Sebastião inda era soldado!

(A Vizinhança): - Viva Dona Chica! Nove meses, é menino ou é menina?

É vida nova.
Vespertina brisa soprava da janela sorte pra barriga da mãe.
Mil novecentos e preto e branco...

(A Família): - Bebê, seja bem vindo ao teu lugar!
(O Porteiro): - Tua cidade tem ruas de grama!

Noite de enxurrada, num barco de papel veio a vizinhança.
Era noite de (fé) festa! Um brinde para os pais e palmas para ela, a mãe.
Mil novecentos e preto e branco...

(O Doutor): - Bebê, seja bem-vindo ao teu lugar!
(O Bêbado Amarelo): - Tua cidade tem ruas de grama!

Veio menino a respirar.
De bucho azedo e nome Totó!
Tão pequenino em berço de quem deita tranquilo pro sonho que vem.
E2 assim ele nasceu: amarelo, magrelo, pulmão de aço e contente, banguelo e sorridente.

(Seu Sebastião): - Fixos os olhos, é tudo seu: Vó Sinhá, Tia Anita e Tio Dirceu!

E assim ele cresceu, bem vermelho o cabelo, dente torto e chorão quando alguém falava não!
E a tal cidade é linda e minha!
 Avenidas pra correr descalço a pisar em grama de nascer pomares pra deitar.
E assim ele viveu, azulado na vida, cheio de entusiasmo, aprendendo com o acaso.

(Dona Chica): - Fixos os olhos, é tudo seu: Seu Garcia, Túlio e Matheus!

E a tal cidade é linda e minha!
 Um grande abraço em você é casa boa pra ficar, é amizade de saber quando é pra cuidar.
Bairros tão familiares, prédios que me lembro bem da arquitetura de morar um sonho mais além.
Quando a amizade é linda e vinga, tudo3 fica melhor, o mundo fica melhor.
Tudo vira tinta pros olhos de Totó. (Pintura em movimento).
Porque dar as mãos é importante, e olhar nos olhos é bom para ver o outro.
O meu olho é meu pincel quando passarinho.
Minha tela é minha vida se contigo.
Quanta tinta em nossos dias cara amiga, cidade minha.

(Totó): - a-e-i-o-u...

O olhar de criança desenterra esperança daquilo que ela olha.
O olhar de criança criará esperança naquilo que ela pintar com os olhos.

continua...




segunda-feira, 7 de maio de 2012

Dentro Do Tronco Oco, 2011 (Lambe Lodo Records).

Arte por Bruno Fleming.



Trechos de “Delicadeza de palavras e cordas de nylon e aço”.
Texto por Adélcio de Souza Cruz (Doutor em Literatura Comparada pela UFMG e Músico autodidata):

 "Raras vezes os músicos, aqueles estritos, bem colados nas melodias e notas musicais se aventuram pelo terreno etéreo do poema. O CD Dentro do Tronco Oco (2011) é um destes momentos temperados musicalmente na medida inexata, delineada por cada palavra. A inexatidão deve-se aqui, ao fôlego imposto pelas letras-poemas, por poemas-letras, por letras sob forma de poema, por um poema casado com música precisa e radical, desta feita, quando é necessário fazer com que o estridente som da guitarra sobressaia sem, contudo, eliminar a delicada aspereza da voz.
Inesperado é encontrar as faixas intituladas somente pela ordem em que se apresentam gravadas na mídia digital. Esse procedimento se opera, comumente, em livros a partir de experimentos poéticos considerados de vanguarda. Entretanto, os poemas-letras presentes em Dentro do Tronco Oco não carregam a pendenga de palavras abusivamente incompreensíveis, pois não é esse o intuito ali... "


"Quanto à embalagem do produto, são inevitáveis as associações aos contos de fada, pois temos uma presença paradoxal da zoomorfização de mãos dadas com a personificação. A imagem de corpos humanos e cabeças de cães, gatos(as) e outros elementos da fauna. Já na faixa de número três surgem os versos: "um conto de fadas / um lar dentro do tronco oco". Obviamente virá a recordação dos textos de Lewis carroll e as peripécias de sua Alice. Já a menina dessa aventura dentro do tronco oco não nomeia a si mesma, ainda que, se afirme mais complexa que o mundo à sua volta. Por que menina? O músico Bruno Fleming teve a delicadeza de não modificar o sujeito enunciador presente no texto escrito. Há o ganho em musicalidade, ganha-se em respeito, tão raramente dado ao texto, mesmo após ter migrado do mundo analógico para o digital."


"Não podemos nos esquecer da distribuição espacial das letras-poemas no encarte, sem indicação de correspondência com cada faixa. "V" de vingança contra a catalogação excessiva do mundo à nossa volta e sua sanha de classificar e indicar tudo pelo caminho. O ambiente de "letras" impressas no encarte parece convidar ouvintes-leitores a se tornarem leitores-ouvintes e possibilita um jogo de busca aliado à escuta das faixas sonoras. O outro jogo proposto é o do silêncio: percorrer cada poema-letra como se, às vezes, fazemos aleatoriamente com páginas de livros. "


"Falar de música... vamos passear pelo bosque sonoro no qual Dentro do Tronco Oco se assenta como uma espécie de anti-totem. As melodias são de autoria de Bruno Fleming e fica sob sua responsabilidade a execução de todos os instrumentos, além é claro, da voz. Reitero a precisão com que ele fez os arranjos, respeitando a letra, não se perde nenhuma palavra... Cordas de nylon e aço se alternam, aliadas a recursos eletrônicos econômica e milimetricamente utilizados. Sentimos falta da ficha técnica mais detalhada, pois assim, poderíamos levar ao público não especializado informações mais precisas. Vamos utilizar um empréstimo de Alan Valente: "esse menino põe música até em bula de remédio"... Repito, músicos assim, são raros, pois além de exigir ouvido, há, no mínimo, alguma familiaridade com o mundo da poesia. Mas, ao mesmo tempo, para a nossa felicidade, pode não ser nada disso... é obra de encontros inusitados, "que surpresa, beleza", inundando nossa tarde de sábado nesse dezembro que se esvai por entre nossos dedos aflitos e desavisados... Esperamos que esse texto possa ser o chamariz para outros ouvintes sedentos por sons semi-ásperos aliados à delicadeza... atentem-se que, no entanto, não é música pop aspirando à trilha de TV somente, é diálogo incidental com pop art... pontuado por delicadeza e qualidade."

terça-feira, 1 de maio de 2012

Décima Primeira

arte por Bruno Fleming





Canção: Décima Primeira
Disco: Dentro do Tronco Oco, 2011
Letra por: Paula Lombardi
Música e arranjos por: Bruno Fleming
Lambe Lodo records

"Meus sonhos caem de maduro
nem vi engendrá-los
prontos a serem comidos
sei bem o que quero
perfeitos e espontâneos
saborosos"